Confissões da Alma


 

eu busco palavras que me consolem a alma.
uma alma perplexa. uma alma que preferia não lembrar.
não sei que palavras usar para fugir do presente. viver em utopias.
não ser gente.ou até ser,daquelas que não sentem amor, ou ódio,neutras no seu acinzentado sentimento.




Escrito por Luciana Brito às 08h29
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Ultimas Horas

 

Meu mundo se escondeu  entre aquelas paredes frias e solitárias.

Não houve jeito. Ninguém percebia um solitário gemido.

Era de dor. Mesmo havendo forças no interior. Era tudo confuso.

Ninguém percebia uma solitária concha vazia.

E as pedras estavam jogadas no chão da casa fria.

Ninguém via.

 

O universo escureceu. Qual universo afinal?

Relembro os episódios de mortes. Sem cortes.

Mas eu sangrei tantas vezes. Ninguém percebia a correnteza dessas cores.

Pelo chão da casa fria.

E agora escura. Onde havia luzes. De velas.

Um sentimento de solidão que não pude compartilhar.

Fiquei assim. Como uma maçã no escuro*

 

Esse corpo tão sedento de amor...

E tinha um sabor... não como maçã...

Indecifrável. Sem pudor.

E ninguém mais percebia. Somente eu.

E era você pelo chão da casa vazia.

E eu estava escondida. Com medo.

O medo da partida. Sabendo que somos imortais,

eu morria nesse episódio, para ter a sorte de um universo mais claro,

sem conchas vazias, sem maçãs no escuro.sem morrer com você.



Escrito por Luciana Brito às 23h55
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Introspecção

 

Tudo me comove. Sou sensibilidade.

São tantas esferas a me perturbar...

São tantas vozes a me penetrar que não consigo respirar...

 

 

Tudo me devora. Por dentro já estou vazia.

Um quase sorriso ficou por fora.

Isso é o que sou.sem máscaras, com dor.

 

 

Sou errante por não tentar.

Sofro antes do pesadelo.

Sofro antes de tudo

E tomo a decisão errada.

 

 

Meu íntimo nega a toda regra.

No fundo eu não sou eu.

Esse mundo é tão perdido que

Todos os dias eu tenho apenas esse efêmero sorriso



Escrito por Luciana Brito às 12h02
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Espera 

 

Fiquei a espera de respostas.

Fiquei a espera de ti.

Eu pensava em mil coisas.

Pensava nos pensamentos dos outros. Não consegui.

Fiquei nas impressões.

 

 

Esperei-te como uma missão.

Esperei-te como uma terra prometida.

Que durasse mil anos.

Eu ainda estaria aqui.

Cadavérica figura

Do que um dia foi mulher.



Escrito por Luciana Brito às 11h57
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Astenia

 

 

Eu não sabia que doía tanto. Eu não conseguia falar.

Eu estava em um beco estreito, onde pouco ficava a respirar.

Sou agora esse resto de ar.

Sou agora esse sangue a congelar.

Tudo isso devido a ingratidão.

Tudo isso devido a paixão.

 

Já estou acostumada com meus batimentos.

Essa astenia segue como um tormento.

Meus pensamentos jamais irão mudar,

Como parte de mim, eu fico a me negar.

 

Eu não sabia que tu eras assim.

Poupei minha vida de te ver nesse momento.

O crucial momento eu não vi.

Mas foi graças a ele que eu vivi.

Abri meus olhos. Não morri.



Escrito por Luciana Brito às 11h54
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corpo poético 

 

Admiro  a tua boca gesticulada,

Os teus olhos são frases interpretadas

Por alguém já estudada, da prosa, à poesia.

 

Teu corpo é um verso incompleto

Faltando a tua mão como estrofe final.

Tuas pernas caminham literalmente para dentro do livro a ser publicado.

 

Tua pele impregna nas páginas brancas e nuas.

Esperando os versos cantados como voz excitada,

Em uma noite poética.

 

Enfim. És um  soneto inteiro. Inovador. Moderno.

És a inspiração mais vanguardista,

Niilista, que alguém já escreveu e sentiu, sem,

Esquecer do teu ser completo, formando uma prosa Clássica,

 pra não dizer eterno....



Escrito por Luciana Brito às 11h51
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Fases

 

A minha vida se contrai como uma dor.

Como uma partida.

Não sei em que universo estarei, nem mesmo o caminho que trilharei.

 

Sei somente dos espinhos que me perfuram e deixam marcas

Profundas que perpetuam em outras vidas. Sei somente do mal desse contato. Sei somente que o meu eu se esconde no abismo do jardim murchado do meu destino.

 

E aqui fico a venerar meus astros. Pelo vitral cinzento e empoeirado.

E fico a desenhar lá fora paisagens, no meu mais horrendo imaginário perturbador...

 

Ah...! minha vida. Um enigma de anos passados. E a angustia de buscar é maior do que minha figura estática diante do espelho da vida. Imito outras vidas para tentar me encontrar.

 

Daí, descubro uma pequena parte do meu relatório.

Idealista, intragável, efêmera, doente.

Mas ao mesmo tempo implanto no âmago da minha descoberta o mistério de ser mulher.. E posso sentir o êxtase das dores efêmeras, que acompanham sangrentas loucuras.

 

 E percebo que assim me expresso como tal. Com minhas formas acentuadas simplesmente por natureza. Resistindo a toda dor e incertezas. Morrendo por um amor qualquer, e não precisando estar oprimida.

 

E essa parte de mim tão assustadora, para meus olhos, são delícias. E posso ser penteada pelo vento que sopra lentamente, e tenho a certeza de ser por natureza tudo isso, na felicidade de não ser a única. E de poder existir em mil faces.

 

 

 

 



Escrito por Luciana Brito às 11h49
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Grito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gritei. Eu estava sozinha. Gritei dentro de mim. Eu estava no clímax da minha agonia.

Não agüentei. Apenas gritei. Poderia ser morte. Poderia ser dor.

Poderia ser uma queda. Mas não foi...

Foi liberdade.

Não importa a intensidade do grito. O que significou foi a coragem. Eu precisava sabe... Um grito não é apenas uma voz ecoando a todos os lugares. Não é apenas uma voz clamando a presença de alguém. Não é a morte do silêncio. É evasão.

 É invasão de si próprio. E Eu gritei.

Não me importei com classe, nem etiqueta. Os outros que me julguem. Mas julguem!

Eu não to mais nem ai pra isso tudo.

A liberdade é ventania...

E o grito é o meu caminho.

 

 

 

 



Escrito por Luciana Brito às 11h46
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Medo do incerto 

 

No quarto eu fecho os olhos,

Quimeras surgem na minha mente.

São pessoas presentes

Nos meus dias. Nos meus medos.

 

Receio de que alguém tente me livrar do medo.

Quero lutar sozinha contra mim mesma.

Gosto de duelos,

Entre a vida e a morte.


Não sei ainda a vencida sorte.

Se foi a vida ganharei um sorriso,

Mas não saberei ...

                                                                                 Pois se morre em vida



Escrito por Luciana Brito às 11h42
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No portão fechado

 

      Lembro-me vagamente daquela época da minha tristeza. Lembro-me que eu chorava. Havia lágrimas de ressentimento. Não havia chances para eu poder escapar daquela situação, pois o meu próprio sangue me condenava a perpétua solidão.

Eu estava só. Às vezes o perfume do jardim, me trazia uma doce lembrança de quando havia bailes, e as cores das flores refletiam meu rosto pintado como a primavera. Mas depois veio o inverno e congelou o vento que soprava da minha juventude.

     Eu tinha 23 anos. Eu realmente naveguei por oceanos, e vi gaivotas pousando nos faróis dos mais belos litorais. Na minha mente. Eu realmente dancei no salão em plena triunfal orquestra alegre, eu rodava meu vestido com cores alegres enquanto meus cabelos vibravam os cachos naturais. Tudo isso na minha mente, enquanto eu estava no portão fechado.

    Depois eu vi que meu vestido era fosco e escuro. E tive que esconder meus cachos com um véu, para demonstrar minha eterna condição, ou para atormentar ainda mais o meu suplício.

    Ah! Minhas preces rogavam outros horizontes. E não esse mundo fechado e silencioso. E não esse mundo com cantos sacros e torturantes, porque nesse ápice do meu rancor, já não faço preces de salvação, mas sim de libertação.

O que me entristece é que eu não pude ter o livre arbítrio que Deus havia me deixado. Ele se perdeu. O que me mata lentamente é poder não ser a jovem que sonha com a vida de braços abertos para o belo. Já não vejo mais beleza. Já estou cansada das noites de repetições. É sempre a mesma oração. E o Deus ainda me algema. Nesse momento tenho essa sensação, mesmo estando sujeita por pecar duas vezes. Uma por negar as leis verdadeiras de cristo, e a outra por negar minha terrível condição, que tanto e ignorante, embeleza os que estão sentados nos bancos enfileirados. E eu só posso ver os quadrados ornamentais. Os rostos não são como o meu, mas todos querem no final tocar em minhas mãos.

    Quando provo do divino alimento, eu fecho os olhos como se fosse mel a derreter sobre meus lábios. E o simbólico sangue, para mim é tão real, como se fosse o meu próprio, por assassinato. A única diferença é que ele nunca será tão santo. Não tenho sorrisos hoje. Minha cama é estreita e apertada, Mas na minha realidade, quando o sol aponta por detrás daquele vitral antigo, ele avisa que é a hora de rezar. Sempre a mesma coisa. E a humanidade está cada vez longe... E eu vou perdendo cada vez os perfumes das flores do jardim que um dia encontrei florido. E minha vida continua como a de muitas aqui. Mas eu estou nesse momento, no portão fechado fortemente. Assim seja. Assim estou.

    Quem sabe você saberá quem sou, diante do altar iluminado pela fé de alguém.

 

 



Escrito por Luciana Brito às 11h34
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Perda

 

 

 

Perdi a maior parte de mim. Mas parecia minúscula.

Não parecia aquele monstro de sete cabeças que lutava dentro de mim.

Não parecia aquela força que sempre estava aqui.

Perdi a maior parte que gritava. Nem parece que tinha vida. Porque nem consigo respirar...

Perdi assim, aos poucos, como uma ferida, como uma morte lenta, uma doença que corrói aos poucos.uma enorme ferida sem cura. Agora dói mais ainda. A dor é a lembrança. Mas apesar de toda perda ainda sou a mesma. Faltando um pedaço. É que eu não consigo ter forças. Estou tão fraca que caio.tenho um sono profundo.uma ilusão que me deixa alucinada. Ah! Essa ilusão sempre me persegue. Queria ter forças para destruí-la, ou me tornar uma pessoa mais carnal.

Perdi hoje a maior parte de ontem. Amanhã perderei mais outra, até meu passo final. Morrerei?

Na verdade não sei se vivo. É como se eu não tivesse forma nem cor. É como se eu fosse um universo sem habitantes, nem planetas, e o meu sol, fosse uma lua, ou então um eterno eclipse.

Perdi meus sonhos. Pelo menos ainda restou os pesadelos. Sabe...até que eu estou me acostumando com eles, as vezes eu descubro o sentido das coisas, as vezes até consigo escrever uma poesia. Essa é a parte boa!

Mas no fundo estou perdida no meio de tanta gente. Essas pessoas, essas cidades, esses planetas e universos me sufoca. E eu estou sempre presa.

Perdi também a melhor parte do ser humano. Mas essa perda abriu meus olhos. Foi boa. A parte ruim é que estou sozinha. Não faz mal. Também já me acostumei. Eu gosto de ouvir meu coração pulsando, embora ele nunca mais tenha batido por amor...

Me perdi... o que farei? Agora minha vida só escreve prosa. Perdi toda poesia que habitava meu antigo universo. Mas agora eu descanso em paz debaixo dos meus planetas.




Escrito por Luciana Brito às 11h27
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Teu corpo

Teu corpo reluz uma esfera quente

E tem a pele que eu queria tocar.

Teu corpo nu sombreia os espaços

Estrelas, astros na noite que não vi passar

 

Teu corpo. É a chama viva

Que de dia inflama pela saudade de beijos.

Teu corpo é vicio de outros corpos

Que aflitos imploram pelos restos deixados...

 

Teu corpo é a morte, ressurreição da carne

Contradição das dores quando entra bem calmo.

Não precisa ter voz, nem precisa ter medo

Basta apenas todas as estrelas que nele habita

 

Teu corpo são descidas , lombadas

E idas... onde a noite eu me perco, e não tenho mais vinda.

E me inflamo de dia com vícios e saudades.

Teu corpo é a metade do que mais necessito...

 



Escrito por Raven Zul às 15h15
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Ecos

Ouço gemidos no porão. é tão somente minha alma vazia.

solitária concha vazia

debruçada na cama sozinha.

Na imensidão dos meus anseios veementes

corro aflitamente junto de um orpo já ressequeido.

sou eu. Solitária em busca de horizontes.

Vejo vultos teus pela casa.

não estou tão sozinha agora.

conheço esse mundo

onde ecos são como nênias...



Escrito por Raven Zul às 10h28
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Longe de mim...

 

Longe de mim é aonde posso ouvir

O canto do meu sentir escondido.

Longe de mim é aonde descanso

No campo da paz que nunca foi horrenda.

 

Não serei mais próxima de mim

Assim morro. Assim não me reconheço.

Ao longe eu vejo-me sem poder tocar-me.

 

Longe de mim eu regresso as estradas

Longe é a linha do horizonte metafórico.

E é nele que eu me vejo

Longe... de mim.

 

É como um retrato, uma lembrança.

É como esta envidraçada dentro dos olhos vivos.

E é para poder não mais regressar

É tentar esquecer-me. Por um dia,ou para sempre.

 

 



Escrito por Raven Zul às 10h10
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Minha dor

 

 

 

Dói. Não é apenas uma ferida.

É um elo, um corpo, um mistério

Que durante anos teima em ficar.

Aqui. Instalado no meu corpo. E o resto da minha sanidade se vai com ela.

 

Ah! Essa dor...

Não é na pele. Mas deixa marcas.

Cava buracos negros no meu rosto.

Penetra  nas veias.

Nada no meu sangue, festejando minha partida.

 

Mas quem me dera eu fosse para bem longe.

Bem longe dela.

Ah! Essa dor que me ama.

Que não sai. Que teima em me nutrir.

O pior é que ela não morre.

Mas eu morro.



Escrito por Raven Zul às 09h19
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BRASIL, Nordeste, MOSSORO, Mulher, de 26 a 35 anos



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